quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Tritão

g  Posídon (gr. Ποσειδῶν), irmão de Zeus, era o deus do mar, porém com fortes ligações terrestres. Embora seu domínio estivesse basicamente entre as vagas, as tempestades e os animais marinhos, ele era também capaz de provocar terremotos e de fazer brotar nascentes.
Origem
Posídon é um dos deuses micênicos citados nas tabuinhas em linear B de Pilos e de Cnossos. Primitivamente, relacionava-se com a terra e com os cavalos, como se depreende de um de seus epítetos mais frequentes, abalador da terra, e das lendas em que é mostrado como pai de cavalos com poderes sobrenaturais (Aríon e Pégaso, por exemplo).
Em algum momento da Idade das Trevas começou a ser cultuado como deus marinho. Em Homero, por volta de -750, ele já é mostrado como o senhor definitivo dos mares, a quem as divindades marinhas mais antigas, Nereu e Proteu, entre outras, estavam subordinadas.
Os gregos consideravam-no, tradicionalmente, filho de Crono e de Réia, e portanto irmão de Zeus, Hades, Hera, Deméter e Héstia. Foi durante a titanomaquia que recebeu dos ciclopes seu instrumento característico, o tridente.
Mitos
Na época em que os deuses foram escolhidos como patronos das cidades, Posídon foi preterido em várias disputas: em Corinto, perdeu para Hélio; em Argos, para Hera; em Egina, para o próprio Zeus. O caso mais famoso, no entanto, foi a competição com Atena pela cidade de Atenas. Posídon fez brotar uma fonte na acrópole, e a deusa plantou a primeira oliveira; os outros deuses arbitraram a disputa, e Atena foi a vencedora.
Lutou ao lado de Zeus durante a gigantomaquia mas, em outra ocasião, rebelou-se contra o irmão. Derrotado, teve que servir o rei Laomedonte, de Tróia, durante um ano, juntamente com seu sobrinho, Apolo. É personagem de muitos outros mitos, como o das danaides, o de Cefeu e Cassiopéia, o do Minotauro e o de Odisseu, entre outros.
Os filhos de Posídon
Embora casado com a nereida Anfitrite, a maioria de seus filhos veio das aventuras com numerosas amantes. Note-se que o gosto de Posídon por mulheres era extremamente amplo. Ao lado de belas mulheres, como sua irmã Deméter e a bela Amímone, uma das danaides, conta-se que se atreveu a engravidar a monstruosa Medusa, uma das três górgonas, da qual nasceu Pégaso. Algumas tradições relatam, ainda, que ele teve uma aventura com o jovem Pélops, filho de Tântalo.
Muitos de seus numerosos filhos eram perigosos e violentos, como o caçador Órion, o ciclope Polifemo e o bandido Círon; outros, no entanto, eram "bonzinhos", como o cavalo alado Pégaso e Tritão.
Posídon figura também na origem de muitas famílias míticas: foi pai de alguns heróis (v.g. Belerofonte e Teseu) e ancestral de vários fundadores de cidades.
Tritão
Tritão, possivelmente uma antiga divindade marinha, como Nereu e Fórcis, na maioria das tradições é considerado filho de Posídon e Anfitrite.
De corpo humano e cauda de peixe, Tritão vivia no fundo do mar e era capaz de provocar tempestades, assumir diferentes formas e mover ilhas e rochedos. Os gregos da época clássica acreditavam que havia mais de um tritão e que todos eles, assim como as nereidas, faziam parte do séquito de Posídon.
As lendas mais tardias referem-se também a um deus marinho chamado Glauco, que tinha forma semelhante à de Tritão e, ainda, o dom da profecia. Às vezes era também considerado filho de Posídon.
Iconografia e culto
Nas pinturas e esculturas Posídon habitualmente tem longas barbas e carrega um tridente; às vezes é mostrado em uma carruagem que caminha sobre as ondas ao lado de tritões, nereidas, monstros e animais marinhos.
Era cultuado em diversas cidades, e seus templos mais famosos ficavam em Corinto, no cabo Súnion (Ática) e no monte Mícale (Ásia Menor). Os Jogos Ístmicos eram celebrados em sua honra.

A LENDA DE TRITÃO


Querido amigo diário,

Não resisti aos encantos encontrados no Mediterrâneo e voltei à “Ilha das Sereias”, pois a vontade de revê-las dominava-me desde aquela meu último cruzeiro por “mares nunca dantes navegados”. Porém, lá chegando tive uma desagradável surpresa: não encontrei as sereias tomando seu já tradicional banho de sol nos recifes. Quem lá eu vi – como se fosse o guardião da Ilha - foi um Tritão.
Segundo a mitologia grega, Tritão é um deus marinho, filho de Poseidon e Anfitrite; (originalmente, a personificação feminina do mar, filha do Titã Oceano), irmão de Rode, e residindo normalmente no mar, apesar de tardiamente lhe darem a residência num lago na Líbia chamado Trítonis.
Tritão assemelha-se a uma sereia-macho, ou seja, é representado com cabeça e tronco humanos e cauda de peixe. Diz a lenda que ele tinha uma filha chamada Palas, companheira de infância de Atena, que a matou acidentalmente. Trítia, que teve um filho de Zeus chamado Melanipo, seria, também de acordo com uma outra lenda, filha de Tritão. Era esta Trítia uma sacerdotisa da deusa Atena.
Tritão ganhou notoriedade na mitologia grega com o seu auxílio à expedição dos Argonautas, pois indicou aos marinheiros o melhor caminho para atingirem o Mediterrâneo. Deu também, no quadro dessa gesta, um pedaço de terra a Eufemo, como agradecimento pela sua hospitalidade.
Outra lenda configura Tritão como uma personagem de maus instintos, um semideus ciumento e violento. Conta-se, inclusive, que numa festa em honra do licencioso deus Dioniso, em Tânagra, na Beócia, no centro da Grécia, um grupo de mulheres banhava-se num lago quando foi atacado por Tritão. Dioniso, ouvindo os apelos de socorro das mulheres, em auxílio destas acorreu ao lago, afastando Tritão. Nesta aura de figura selvática ou rude, também uma lenda narrava que Tritão semeava o terror nas margens do lago onde habitava, atacando rebanhos e roubando animais. Como a Polifemo, o Cíclope carcereiro de Ulisses e seus homens teriam um dia deixado uma ânfora de vinho nas margens do lago de Tritão. Este, sentindo o seu cheiro, logo acorreu ao local onde estava o precioso néctar e tratou de bebê-lo, ficando ébrio e sonolento. Adormecido, foi então alvo de um furioso ataque, no qual o mataram a golpes de machado. Acabavam assim as devastações em torno do lago e assim se criou o mito da vitória de Dioniso sobre Tritão.
São vários os seres que recebem a designação de Tritão (os Tritões) na mitologia grega, todos eles do séquito de Poseidon e muitas vezes considerados como filhos de Tritão. As suas trompas eram conchas, nas quais sopravam para assustar os marinheiros. Quando lhes apetecia, sabiam também retirar belas e suaves melodias da concha, consideradas músicas inigualáveis, conforme se pode ver na célebre fonte do Tritão, em Roma, que representa perfeitamente este conjunto iconográfico.
E temendo ser vítima daquele ser não tão encantador como as sereias, pedi ao timoneiro condutor da nau que desse meia-volta e seguisse por outros “mares nunca dantes navegados”.

Querido amigo diário,

Não resisti aos encantos encontrados no Mediterrâneo e voltei à “Ilha das Sereias”, pois a vontade de revê-las dominava-me desde aquela meu último cruzeiro por “mares nunca dantes navegados”. Porém, lá chegando tive uma desagradável surpresa: não encontrei as sereias tomando seu já tradicional banho de sol nos recifes. Quem lá eu vi – como se fosse o guardião da Ilha - foi um Tritão.
Segundo a mitologia grega, Tritão é um deus marinho, filho de Poseidon e Anfitrite; (originalmente, a personificação feminina do mar, filha do Titã Oceano), irmão de Rode, e residindo normalmente no mar, apesar de tardiamente lhe darem a residência num lago na Líbia chamado Trítonis.
Tritão assemelha-se a uma sereia-macho, ou seja, é representado com cabeça e tronco humanos e cauda de peixe. Diz a lenda que ele tinha uma filha chamada Palas, companheira de infância de Atena, que a matou acidentalmente. Trítia, que teve um filho de Zeus chamado Melanipo, seria, também de acordo com uma outra lenda, filha de Tritão. Era esta Trítia uma sacerdotisa da deusa Atena.
Tritão ganhou notoriedade na mitologia grega com o seu auxílio à expedição dos Argonautas, pois indicou aos marinheiros o melhor caminho para atingirem o Mediterrâneo. Deu também, no quadro dessa gesta, um pedaço de terra a Eufemo, como agradecimento pela sua hospitalidade.
Outra lenda configura Tritão como uma personagem de maus instintos, um semideus ciumento e violento. Conta-se, inclusive, que numa festa em honra do licencioso deus Dioniso, em Tânagra, na Beócia, no centro da Grécia, um grupo de mulheres banhava-se num lago quando foi atacado por Tritão. Dioniso, ouvindo os apelos de socorro das mulheres, em auxílio destas acorreu ao lago, afastando Tritão. Nesta aura de figura selvática ou rude, também uma lenda narrava que Tritão semeava o terror nas margens do lago onde habitava, atacando rebanhos e roubando animais. Como a Polifemo, o Cíclope carcereiro de Ulisses e seus homens teriam um dia deixado uma ânfora de vinho nas margens do lago de Tritão. Este, sentindo o seu cheiro, logo acorreu ao local onde estava o precioso néctar e tratou de bebê-lo, ficando ébrio e sonolento. Adormecido, foi então alvo de um furioso ataque, no qual o mataram a golpes de machado. Acabavam assim as devastações em torno do lago e assim se criou o mito da vitória de Dioniso sobre Tritão.
São vários os seres que recebem a designação de Tritão (os Tritões) na mitologia grega, todos eles do séquito de Poseidon e muitas vezes considerados como filhos de Tritão. As suas trompas eram conchas, nas quais sopravam para assustar os marinheiros. Quando lhes apetecia, sabiam também retirar belas e suaves melodias da concha, consideradas músicas inigualáveis, conforme se pode ver na célebre fonte do Tritão, em Roma, que representa perfeitamente este conjunto iconográfico.
E temendo ser vítima daquele ser não tão encantador como as sereias, pedi ao timoneiro condutor da nau que desse meia-volta e seguisse por outros “mares nunca dantes navegados”.
     

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